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Click Cultura - um palmeirense que se tornou filho de Assaí, desde 1942


O cidadão Luiz Franco de Lima, natural de Manduri – SP veio para Assaí em 1942, com a mala na mão, a família, o sogro e a sogra, uma construção de amor à terra do Sol Nascente.
“...Cheguei nessa terra abençoada de Jardineira e fui direto para o sítio da Roseirinha (chamavam naquela época de cafundó). Cheguei com uma determinação de trabalhar na lavoura do algodão e fui direto para este sítio do major. Plantava algodão... todos trabalhavam juntos e em três anos de luta comprei um sítio (8 alqueires), fiz minha casa, paguei escritura e ainda liquidei as minhas dívidas que tinha deixado para trás no Estado de São Paulo.
Minha vontade de crescer aqui era grande, acabei arrendando mais 5 alqueires do Sr. Paulo Nakamura. Passado algum tempo as crianças sofriam muito para virem estudar na cidade, foi quando resolvi vir morar aqui na zona urbana, porque era só mato. Lembro-me, que onde hoje é a Jumbo na entrada da cidade, era a Casa Primavera, onde a gente comprava as coisas.
A estação rodoviária era onde é hoje o Paulo Lava Rápido. O correio na rua Panamá (casa do Fujita).
O banco Noroeste era onde hoje é a loja do Piozo, o banco América do Sul, onde é hoje o banco Sicoob. O banco Comércio e Indústria, onde é o Móveis Martins. Tinha a casa da Lavoura, o Banco do Brasil era onde era a antiga prefeitura. A casa Buri de tecidos era onde hoje é a padaria Pão e Pão.
O lugar mais movimentado da Avenida Rio de Janeiro era o ponto de parada na Sorveteria Sol Nascente, onde hoje é o supermercado TKS, andávamos de jardineira, era tanta gente que muitos vinham no teto com as malas e muitas vezes com caixão de defunto, nos dias de chuva encalhava não só as jardineiras como também os caminhões de algodão.
Me recordo de um posto de gasolina (onde hoje é a escola Irmão Francisco Vechi), também na avenida tinha o restaurante mamãe. O que me marcou foi um caminhão de diesel que pegou fogo e acabou atingindo o posto, foi muito triste.
A população era maior na zona rural, onde é a igreja matriz, era um pasto onde amarrava os cavalos. A avenida Rio de Janeiro era chão, pois a BR passava nela, que seguia ao posto Tanita, a máquina de algodão Fujiwara, Esteves e Irmãos e ia para Curitiba; também tinha a Sanbra e a Cotia.
Em 1955 abri a mercearia Casa Palmeira, nº 264, ao lado do cartório de registro civil do Antenor Monteiro, onde hoje é a Assailub. O convívio nessa época era muito difícil, quando ficava com dor de dente o dentista atendia na venda do São João, ia a cavalo e acabava fazendo compra em Jataizinho, como eu gostava do Dr. Barddal. Me recordo que na eleição do Francisco Escorsim fui atropelado pelo carro dele na carreata, mas eu estava feliz porque gostava muito dele.
Assaí tinha muitas festas, carnaval de rua, carros alegóricos, vários clubes, como o CRÁ e o SERÁ. Onde é hoje a casa do Tuti, era o bacarrão da empresa de ônibus de Vergílio Spuri. O foto Studio era grande e bem movimentado nessa época. A igreja matriz era um barracão onde é hoje a nossa paróquia, em que Dr. Julião e sua esposa eram muito devotos de Nossa Senhora, que chegaram a doar esta imagem que hoje está na Igreja. Nesse lugar passava filme do CHARLES CHAPLIN, O GORDO E O MAGRO, e OS 3 PATETAS, onde hoje é a Caixa Econômica era o Cine Ouro Branco; eu era feliz, porque cheguei até jogar no maior time de futebol de Assaí; onde é a Escola Maria Mitiko era uma grande serraria...”
Mensagem aos Assaienses: Ame esta terra porque é meu orgulho de ser filho de Assaí desde 1942, ela deu o sustento para criar meus 4 filhos: Mercedes, Vergílio, Celso e Eva, mais os meus filhos de coração que adotei: Terezinha, Ronaldo, educá-los e todos seguirem o rumo de suas vidas. Agradeço a Deus pelos genros, noras e os netos.Tenho uma tristeza que foi a morte da Rosa minha esposa em 2004 e também logo em seguida a perca do meu genro Roberto de Oliveira. Casa Palmeira, lutei muito por você, para que fosse uma casa abençoada e que pudesse ajudar as pessoas, conquistei meus amigos e respeito todos eles até hoje, porque a Casa Palmeira ainda continua, aos meus 93 anos fico aqui da janela de minha casa observando o quanto Assaí cresceu e está crescendo, por isso como eu lutei por essa terra roxa abençoada pelo Senhor, lute você também, porque ela foi um presente que Deus me deu e aqui quero fazer minha morada.

Murilo Leonardi
Assessor de Imprensa
Prefeitura Municipal de Assaí



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Postado por: Blog Congotícias
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