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Coronel é acusado de estelionato em Londrina


Redação: Loriane Comeli - Equipe Folha
(Foto: Arquivo/Bonde)
O juiz da 4ª Vara Criminal de Londrina, Luiz Valério dos Santos, recebeu, no último dia 8, a denúncia por estelionato e falsidade ideológica ajuizada pelo Ministério Público (MP) contra o tenente-coronel Samir Elias Geha, comandante do 3º Comando Regional da Polícia Militar, em Maringá, que teria adulterado a quilometragem de um veículo para obter mais lucro com a venda. A fraude no odômetro teria sido feita na oficina Providence, em Cambé, pelo mecânico Ismar Ieger, também réu na ação, por estelionato.

Ieger, segundo investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), é dono da Providence apenas no papel. O proprietário de fato é Luiz Abi Antoun, parente distante do governador Beto Richa (PSDB). Tal fato – além da fraude na contratação da Providence em dezembro do ano passado para prestar serviços de manutenção da frota do Estado – foi apurado pela Operação Voldemort e consta de processo que tramita na 3ª Vara Criminal. E foi justamente nestas investigações sobre a contratação fraudulenta que o Gaeco identificou mensagens entre Geha e o "laranja" de Abi, tratando da adulteração, ocorrida no começo de 2015.

Conforme a nova denúncia, protocolada em 18 de novembro pelos promotores do Gaeco, a fraude consistiu na redução da quilometragem do veículo de Geha, um Toyota Corolla, ano 2011, em 18 mil quilômetros, o que acrescentou ao seu valor de venda R$ 4 mil. Em 25 de fevereiro, o militar levou o carro à MK Veículos, de propriedade do vereador Jamil Janene (PP) e seu irmão Fuad Elgenneni, para ser vendido. Sabendo que tal adulteração era investigada pelo Gaeco, Geha, em 27 de março, foi à MK para desfazer o negócio. Mas o carro já tinha sido vendido, em 23 de março, para um policial da reserva, por R$ 49,8 mil. Assim, conforme a denúncia, o tenente-coronel convenceu Elgenneni a fazer uma declaração falsa de que sabia da adulteração na data em que comprou o carro. Aí estaria o crime de falsidade ideológica, aponta a ação. Já o estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal, se configuraria pelo fato de Geha ter obtido para si vantagem ilícita (R$ 4 mil) em prejuízo alheio, mediante fraude, com auxílio de Ieger.

Quanto a Janene e seu irmão, o Ministério Público (MP) os considerou vítimas, uma vez que não teriam conhecimento da fraude no momento da compra e, no caso de Elgenneni, teria assinado a declaração ignorando as intenções do militar. Os irmãos e o policial que comprou o veículo foram arrolados como testemunhas pelo MP. A reportagem deixou recado para Geha no seu local de trabalho, mas ele não deu retorno à solicitação de entrevista. Ieger não foi localizado. O advogado que o defende na Voldemort disse que nada podia falar sobre este caso.

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Postado por: Blog Congotícias
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