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Vereador de S. A. do Paraíso (10) recupera cargo após ‘falsa’ renúncia


(Fonte da imagem: Reprodução/Google)
O vereador de Santo Antonio do Paraíso (Norte Pioneiro) Luciano Valério Sanches (PPS) recuperou a cadeira quatro dias depois de ter supostamente "renunciado". A liminar, concedida pelo juiz Felipe Bernardo Nunes, de Congonhinhas, acatou os argumentos do vereador de que a carta de renúncia lida em plenário na sessão do último dia 24 havia sido deixada no Legislativo sem o conhecimento dele. Sanches informou ao Judiciário que "a referida carta apareceu debaixo da porta da Câmara de Vereadores, antes da abertura do expediente" e foi protocolada pelo presidente Gedson Felix (DEM), que no mesmo dia fez a leitura na sessão. O juiz determinou a suspensão dos efeitos da carta.

A existência da carta, no entanto, é confirmada por Sanches. Ele reconhece que pensou em renunciar, mas mudou de ideia logo no início do mandato, em 2013. Segundo trecho da ação judicial, "entre o período das eleições até sua posse passou por diversas interferências negativas em sua vida pessoal, que fizeram com que rascunhasse uma carta de renúncia ao seu mandato". Porém, o material ficou guardado em sua empresa, na cidade de Cornélio Procópio (Norte). Do local, sustenta o pepessista, teriam sido furtados objetos e documentos em julho do ano passado, o que justificaria o acesso de estranhos à carta de renúncia.

À FOLHA, Sanches, que abandonou o bloco da oposição na Câmara cinco meses após o início do mandato, alegou que o episódio da sua suposta renúncia teria relação com as diferenças políticas no Legislativo. "Eu sempre quis fazer oposição inteligente, mas quando o grupo queria votar contra tudo do Executivo, eu disse que queria ser independente." Gedson, que segue no grupo dos opositores, agora minoritário com quatro integrantes, rebateu. "A nossa preocupação sempre foi cuidar das coisas de interesse da cidade, fiscalizar as coisas erradas do prefeito", contestou o presidente.

Gedson, réu na ação movida por Sanches, afirmou que vai apresentar recurso à Justiça contra a liminar. Ele defendeu a legalidade de tudo o que fez. "O contador da Câmara chegou lá pela manhã e encontrou o envelope endereçado a mim. Quando abri, estava a carta, assinada pelo Luciano, com reconhecimento de firma, e mandei protocolar. Talvez fosse melhor ter ligado para ele antes, mas agora já foi", refletiu. Ele disse que Sanches sabia da leitura da carta na Câmara, mas acabou se retirando do plenário com os demais parlamentares alinhados com o Executivo. "Mas não precisava de quórum de votação para oficializar o procedimento de renúncia", disse Gedson, que nega perseguição política ao ex-colega da bancada oposicionista.

Sanches argumenta que tomou conhecimento da leitura da carta pouco antes do início da sessão. Nos documentos juntados à ação judicial, ele diz que o reconhecimento de firma ocorreu seis dias antes da leitura da carta que acabou suspensa pela Justiça. (Redação: Edson Ferreira - Reportagem Local Folha de Londrina)

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Postado por: Blog Congotícias
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