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Professores de Londrina não reconhecem como oficial nova proposta de reajuste


Redação: Portal Bonde
(Foto: Divulgação/APP-Sindicato)
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) realiza uma assembleia na próxima terça-feira (9) para discutir a nova proposta de reajuste salarial apresentada pelos deputados da base aliada do governador Beto Richa (PSDB) na última quarta (3). A direção estadual da entidade espera que o governo oficialize os pontos apresentados pelos parlamentares e, também, desista da ideia de descontar os dias parados dos cerca de 20 mil docentes que participam, até então, da greve no estado. Só assim, conforme a APP, os educadores poderiam votar pelo fim da paralisação durante a assembleia. Já o presidente do sindicato dos professores na região de Londrina, Márcio André Ribeiro, afirmou que o núcleo ainda não reconheceu a proposta apresentada pelos deputados como oficial. "O documento formulado na quarta-feira foi assinado pelo (Luiz Cláudio) Romanelli, líder do governo na Assembleia, e por outras lideranças dos deputados. Não há a informação de que o governador ou seus secretários concordaram com o que foi apresentado", argumentou em entrevista ao Bonde nesta sexta-feira (5).

Ribeiro contou que a APP ainda espera o governador ou algum secretário estadual se manifestar sobre a proposta. "A iniciativa deve ser tomada por algum representante do governo. Eles precisam formular um documento com todas as cláusulas de negociação, incluindo a não punição aos grevistas pelos dias parados", destacou. Na avaliação do professor, se o poder público não fizer isso até a próxima terça-feira, os docentes não terão a segurança necessária para discutir a proposta durante a assembleia. "A obrigação jurídica e legal de dialogar e negociar com os servidores é do governo", observou.

A proposta apresentada pelos deputados na quarta-feira prevê reajuste salarial de 3,45% a ser pago em outubro deste ano, e um cronograma detalhado para o pagamento das demais perdas do funcionalismo no decorrer dos próximos três anos. De acordo com Ribeiro, a proposta "é pífia, muito ruim e gera um prejuízo financeiro enorme aos salários dos professores". Ele adiantou, entretanto, que os docentes podem ceder caso a iniciativa seja oficializada pelo governo. "A gente pode ceder, mas é preciso que fique claro que quem desrespeita a lei de forma intransigente é o governador", completou, destacando que o poder público descumpre as leis da data-base e do piso nacional do magistério quando deixa de repor os salários dos servidores.

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Postado por: Blog Congotícias
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