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Dólar atinge maior valor em quase três meses


Redação: FolhaWeb
Dólar em alta reflete o temor do mercado de que
novo titular da Fazenda teme que avalize medidas
"extremas" pela retomada da economia.
(Foto: Asif Hassan/AFP)
São Paulo - O dólar fechou em alta ontem, no maior valor em quase três meses, com a avaliação pessimista do mercado em relação ao novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que substituiu Joaquim Levy no comando da pasta. As taxas dos contratos de juros futuros também subiram, enquanto o principal índice da Bolsa brasileira afundou pelo segundo dia. O temor do mercado é que Barbosa ceda a pressões do governo Dilma para dar apoio a medidas "extremas" em busca de fazer a economia voltar a crescer a qualquer custo.
O dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou o dia em alta de 1,89%, para R$ 4,014 na venda. É o maior valor desde 29 de setembro, quando valia R$ 4,097. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, avançou 1,89%, para R$ 4,024. Também é o maior valor desde 29 de setembro, quando valia R$ 4,059. Ambas as cotações atingiram máximas na casa de R$ 4,04 na sessão, logo após declarações de Barbosa, no início da tarde.
Em conferência telefônica organizada pelo banco JP Morgan, Barbosa tentou, sem sucesso, tranquilizar os investidores sobre o ajuste fiscal. O novo ministro disse que será perseguida a meta de superavit primário de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2016. Antes de deixar o cargo, Levy defendia meta de superavit de pelo menos 0,7% do PIB no próximo ano. Barbosa também afirmou que o governo deve enviar no começo de 2016 uma proposta de reforma da Previdência ao Congresso, com idade mínima para aposentadoria.

CONVENCIMENTO

"O novo ministro da Fazenda tenta passar discurso de continuidade dos ajustes fiscais. De qualquer forma, não parece convencer os investidores", disse o estrategista da Guide Investimentos Luis Gustavo Pereira, em relatório. À frente da Fazenda, Barbosa deve ceder a pressões do PT (Partido dos Trabalhadores), segundo Pereira. "Acredita-se que, diante do contexto atual, Barbosa possa dar uma guinada em direção ao que ficou rotulado como ‘Nova Matriz Econômica’ [juro baixo e maior gasto público], ainda que ele recuse falar destes termos", afirmou o estrategista. Seria uma tentativa de resgate da popularidade do governo Dilma Rousseff. Para João Pedro Brügger, analista da Leme Investimentos, Barbosa não falou "nada diferente do imaginado", e o mercado espera mais medidas e menos discursos. "Foi um discurso raso. Só aumentou a aversão ao risco entre os investidores. O governo sabe que alguma coisa tem que ser feita, mas no momento está se preocupando em tentar se manter no poder. Enquanto não houver clareza sobre a resolução dessa crise política, algo que faça o país voltar a ter perspectiva, a Bolsa vai continuar patinando", disse.

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Postado por: Blog Congotícias
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